Grupo de pessoas em movimento

As Migrações e os Países

Grandes grupos de pessoas que se movimentam de países pouco desenvolvidos, para regiões mais prosperas, onde os direitos humanos são mais respeitados, e onde apesar das dificuldades é possível construir uma vida.

Arriscam tudo e são facilmente instrumentalizadas por redes de trafico humano para fins económicos e políticos; São mal vistos por partes significativas da população nativa, com hábitos e costumes próprios, onde a integração não é muitas vezes vista como desejável.

Populações locais enfrentam assim problemas acrescidos de segurança, em economias cada vez mais frágeis, onde a dependência de ajudas materiais é a única forma de sobrevivência para muitos destes migrantes, sem redes de apoio nos países de acolhimento, ou com redes frágeis.

A Europa, Portugal e os países do ocidente no geral, tornam-se exportadores de uma economia de mercado, industrializada, tornando-se ao mesmo tempo locais de acolhimento das falhas de um sistema que eles próprios ajudaram a desenvolver.

A desindustrialização do ocidente representou uma mudança de paradigma para o campo da esquerda política tradicional, e para a sua unidade de grupo, em defesas dos trabalhadores. Portugal com a sua parca industria deixou de ser atrativo para a fixação de novas empresas; Os incentivos de ganho diminuíram ou desaparecem face a outras regiões do mundo, para empresas que empregam grande numero de pessoas, e que tem capacidade de dinamizar regiões e países.

As cadeias logísticas longas, permitem a fixação de fabricas no outro lado do mundo, e entregar os seus produtos em Portugal, ou no ocidente em geral, com tempos de entrega curtos.

Assim de repente, e de um dia para o outro, grandes empresas industriais, encontraram um novo El-dourado, longe dos custos cada vez mais elevados de conformidade, com os requerimentos operacionais, impostos por um estado, fortemente legislativo, coercivo e omnipresente, na defesa do bem estar generalizado de uma população, mas com uma capacidade de promoção da atividade económica no mínimo duvidosa.

As sociedades ocidentais são atualmente uma rede de instituições, publicas e privadas, que criam e mantém um ecossistema que permite a vida social e económica das populações, longe das grandes industrias; Com uma forte dependência das capacidades individuais de se movimentarem em regras coletivas, colocam grande pressão na qualidade das relações interpessoais dos indivíduos. Isto é um problema para os recém chegados.

O resultado foi o que se vê hoje em dia; Dificuldade em encontrar mão de obra para determinadas áreas, uma economia cada vez mais pequena e com números cada vez mais inflacionados, circunscrito a distribuição de verbas imprimidas por um Banco Central e distribuídas, não pelo sector financeiro, mas sobe a forma de Projetos de Investimento Plurianuais, por entidades criadas e geridas pelo estado central.

Resultado: Economias cada vez financializadas, mercados de trabalho estagnados, longe dos tempos de uma industria geradora de classes sociais com alguma mobilidade.

Como se todas estas dificuldades não bastassem, surge uma nova realidade, que ultrapassa todos os outros desafios; Um desafio de vida ou de morte, para a generalidade da população.

As migrações e a sua entrada em massa em países como Portugal representa uma questão de vida ou de morte para os países de chegada; A decisão a tomar é clara: Ou se fazem esforços para receber estas populações, e enquadra-las da melhor forma possível, na realidade social e económica dos países, ou se fecham fronteiras, para defesa do ultimo reduto de autenticidade de países e nações que precisaram de centenas de anos para se formarem tal como são hoje.

O que por ventura não é explicado muitas vezes, é que existe um custo muito alto para o fecho de fronteiras; Um custo que uma população acomodada a um nível de vida, que por mais dificuldades que tenha, não encontra paralelo na história da humanidade.

Fronteiras fechadas vão ter de ser defendidas pela força, porque quem quer entrar, não o vai deixar de fazer porque as fronteiras estão fechadas; Vão continuar a tentar armados ou desarmados, porque para estas populações é mesmo uma questão de vida ou de morte, deixarem-se ficar onde estão; quer seja nos países de origem ou de transito.

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